quarta-feira, dezembro 30

Lemmy

"I have no regrets", he said. "Lamentations are useless. It's too late to regret. You've done what you had to do, right? You lived your life . There is no reason to want any change.
There are some things I would do differently, but overall, nothing would make much difference.
I am very happy with the way things turned out. I like to think that I brought joy to many people around the world. I am true to myself and true to my people."

quarta-feira, dezembro 16

Qual preferes?

O que é uma mensagem? SMS é um acrónimo para Short Message Service (ena, com direito a itálico e tudo, estamos muito profissionais), mas ao ler isto dou conta que não importa somente o que é, mas provavelmente o seu anexo. O que está lá dentro, porque uma mensagem é sempre uma mensagem, mas o que será de uma mensagem se uma mensagem não for? Pode ser uma carta vazia ou um cinzeiro apagado, porque no fundo pode ser tudo aquilo que ela quiser. Mas se for forçada, um zigue-zague entre um "oi, como vai isso" ou um "já te ligo" nada fará.
Mas pode ser muito importante, como pode ser misteriosa, um "precisamos de falar" que palpita aquele orgão vital que bombeia sangue, permitindo assim um corpo funcional e harmonioso, que após tal mensagem não se encontra tão pacífico como previamente, mas acalma após o assunto ser falado.
Pode ainda ser uma mensagem curta, mas com muito significado. Um "amo-te" de alguém especial, uma mãe com saudades do filho, um cão que aprendeu finalmente como funciona o teclado qwerty nos telemóveis. Ou uma namorada muito linda, mas só para o namorado.
Qual preferes, pergunta ele, paciente uma vez que a resposta ainda está para ser revelada. 

quinta-feira, novembro 26

FODA-SE!

- Chamaste?
- Sim sim, preciso de falar contigo..
- Então, que vai na tua mente?
- O mesmo que na tua, somos a mesma pessoa..
- ...
- Desculpa.
- Prossegue.
- Antes de mais eu sei que os meus problemas nada são, quando ao lado de situações como a dos refugiados, o aqueles pais que não têm dinheiro nem para comprar um bem de primeira necessidade...
- Aposto que vem aí um mas..
- Mas, foda-se, é difícil agradar a todos. Eu sei que não tenho de agradar a ninguém, mas acaba por ser extremamente  complicado viver assim.
Se dou atenção à minha chavala, os meus amigos dizem que eu desapareço do mapa. Se dou atenção aos meus amigos, a minha chavala diz que não tenho tempo para ela. Se não paro em casa, a minha família diz que ando a sair muito. Se paro em casa, todos os anteriores queixam-se que não estou com eles. E lá se vai o tempo para mim. É complicado, muito complicado!
- Okay.. Tudo se resolverá....

domingo, novembro 22

Don't you?

Don't you wish sometimes you could just breathe and be in a unknown place, all alone, just you and yourself?

domingo, novembro 15

B

Haverá algo mais humano que um toque?
Tornas-me humano com o teu toque feminino e espontâneo, um olá de quem não parte, um estou aqui de quem chegou e tu chegaste cá, se chegaste e de uma forma desinformada cuja informação não chegou a tempo, só chegou quando chegou e ai dela se não chegasse, poderia não ter chegado, mas não estudemos física quântica, apesar de ser uma tema bastante interessante, é de difícil estudo.
Mas os teus lábios salgados não são, assim como os opostos se atraem, como dois imans positivo, negativo não se largam, o doce atrai o salgado. E eu não te quero largar.
Se não fosses seguida, para onde irias?
Não te alarmes, provavelmente apenas és seguida pela tua sombra, essa que nunca me larga, mesmo quando pensas na ausência de toda a luz, ela está lá, simplesmente invisível ao teu olho.
Olhos esses cuja leitura escreveria tantos livros quanto quisessem escrever. And that's fine.
You're fine
Be mine?

sábado, novembro 14

A monstruosidade

"Os atentados em Paris não são um acto de guerra. São uma monstruosidade. Atacar populações civis não é guerra, é cobardia e é abominável.

As vítimas são sempre todos. Os muçulmanos de Paris ou quem não tem religião. Quem assiste ao jogo de futebol ou quem o ignora. Quem gosta de Hollande e quem o detesta. Quem sabe onde é a Síria e quem nunca olhou para um mapa. Quem acolhe os refugiados do Afeganistão e quem tem medo deles. Todos.

Mas, se as vítimas são todos, então esta acto não é guerra, é fuga.

Sei que o mesmo se pode dizer de outros bombardeamentos de populações civis. Tem sido assim no Iraque como na Síria. Foi assim na Líbia e no Afeganistão. Não é o facto de não haver câmaras de televisão que contem os mortos ou mostrem o sofrimento que diminui a monstruosidade. Sei que o mesmo se deve dizer dos ataques de Erdogan contra as cidades curdas. A monstruosidade.

É precisamente a reivindicação da humanidade que exige, por isso, a inteligência da resposta. Em nome da sociedade e da democracia, o combate ao terror deve erradicar as suas cumplicidades, os seus negócios, as suas armas, os seus fanatismos, as suas bases e as suas ligações, os seus mandantes e os seus agentes. A cultura do ódio é o contrário da inteligência e exigência da humanidade.

A guerra infinita nunca vence. Também nunca perde. Excepto para as vítimas. Todos, agora, contra a monstruosidade."

-blog tudomenoseconomia, in Público (14/11/2015)